quinta-feira, 21 de junho de 2018

Ex-secretário de Alckmin é preso

Polícia Federal apontou responsabilidade criminal à ex-diretor da Dersa, Laurence Casagrande, em fraudes

  • AE
A Polícia Federal vê "responsabilidade criminal" do ex-diretor da Dersa, Laurence Casagrande, em supostas fraudes nas obras do Trecho Norte do Rodoanel. Relatório de 113 páginas, subscrito pelo delegado João Luiz Moraes Rosa, da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF em São Paulo, aponta suposto envolvimento do ex-secretário de Logística e Transportes do governo Alckmin em desvios e sobrepreços de até R$ 131 milhões no empreendimento. O ex-secretário foi preso, nesta quinta-feira, no âmbito da Operação Pedra no Caminho, braço da Lava Jato em São Paulo. A investigação mira desvios em contratos do Rodoanel Trecho Norte, cujas obras foram iniciadas em 2013, quando Lourenço era presidente da Dersa. 
 
Atualmente, Lourenço é o presidente Companhia Energética de São Paulo. Ele foi secretário de Secretaria de Logística e Transportes entre maio do ano passado e abril deste ano e chegou a presidir a Dersa entre janeiro de 2011 e maio de 2017. Também passou pela Fundação Casa e a Secretaria de Segurança Pública. A PF atribui a Laurence papel central no "núcleo administrativo" do grupo que teria ligação com as irregularidades. A Justiça Federal decretou a prisão de 15 suspeitos, entre eles Laurence. A reportagem está tentando contato com a defesa de Laurence. O espaço está aberto para manifestação. O documento da PF diz que um engenheiro responsável pelo gerenciamento das obras do Trecho Norte, Emílio Urbano Squarcina, "vinculou os aditivos contratuais ao alto porcentual de desconto oferecido pelas empreiteiras, quando da celebração dos contratos, em relação ao valor do edital, cerca de 30 a 35%". 
 
 
Segundo Emílio Squarcina, as empresas tiveram dificuldades para executar a obra pelo preço proposto, razão pela qual surgiram os aditivos. "As tratativas iniciais teriam partido dos diretores da empresa OAS S/A, Carlos Henrique e João Muniza, os quais negociavam diretamente com Laurence Casagrande, então diretor-presidente da Dersa, e Pedro Silva, diretor de Engenharia do órgão", diz a PF. As irregularidades, de acordo com Squarcina, "consistiam na alegação de suposta dificuldade, maior do que a inicialmente prevista, para a remoção de solo". Ele destacou que como a obra se desenvolve em trechos da Serra da Cantareira, há necessidade de remoção de material de 1ª categoria (terra), 2ª categoria (alteração) e 3ª categoria (rocha sã ou granito). "Contudo, a presença desses materiais já estaria prevista no projeto do contrato, baseado em estudos do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, que estuda a Serra da Cantareira desde 1960", assinala o relatório da PF. Por isso, Emílio recusara-se a demandar o aditamento dos contratos, atitude que teria sido acompanhada pelo engenheiro Hélio, fiscal do Lote 5 da obra", segue o documento da PF. "Por fim, Emílio disse que o procedimento de aditamento com base em tal justificativa, inicialmente aplicado aos contratos celebrados com a empreiteira OAS S/A, foi estendido aos demais lotes.
 
Defesas
 
A Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A e o Governo de São Paulo são os maiores interessados acerca do andamento do processo. Havendo qualquer eventual prejuízo ao erário público, o Estado adotará as medidas cabíveis, como já agiu em outras ocasiões", disse a empresa por meio de nota. Também por meio de nota, a OAS informa que "agentes da Polícia Federal estiveram nesta manhã na sede da OAS em São Paulo, numa operação de busca e apreensão de documentos relativos a obras do Rodoanel paulista, das quais é responsável pelos Lotes 2 e 3 do trecho Norte. Um ex-executivo da empresa que esteve à frente do projeto - fora dos quadros da companhia desde 2016 - também teve prisão temporária decretada." 
 
"Em razão desses acontecimentos, a nova gestão da OAS esclarece à opinião pública, aos nossos colaboradores, aos nossos credores e aos nossos fornecedores que considera relevante não deixar pairar dúvidas ou suspeitas sobre os negócios anteriores à sua chegada ao comando da empresa. Em razão disso, os atuais gestores da construtora têm prestado às autoridades todos os esclarecimentos a respeito de atividades e contratos sobre os quais haja questionamentos - no projeto do Rodoanel em particular e em todos os outros que realiza." "A OAS já firmou acordos com o Cade e vem trabalhando com outros órgãos fiscalizadores para acertar contas com o Estado e o povo brasileiro. A nova gestão da OAS entende que colaborar para elucidar tais questionamentos é um imperativo para dar continuidade a suas operações de acordo com os mais elevados padrões de ética e transparência corporativa, único caminho possível para recuperar o lugar de excelência que sempre ocupou na engenharia do país."

Operação combate comércio irregular no Centro de Porto Alegre

Até o momento não há informações sobre o número de produtos apreendidos
Participam da ação 60 agentes da Guarda Municipal | Foto: Guilherme Almeida
Participam da ação 60 agentes da Guarda Municipal | Foto: Guilherme Almeida

  • Franceli Stefani
Com intuito de combater o comércio irregular no Centro da cidade, a Guarda Municipal de Porto Alegre realizou mais uma etapa da operação Retomada - iniciada no ano passado -, na manhã de ontem. Conforme o supervisor da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), Marcelo do Nascimento da Silva, os agentes foram divididos em diversos pontos, entre elas as avenidas Andradas, Borges de Medeiros, Largo Glênio Peres, terminal Parobé e Praça da Alfândega.
"A operação faz parte do esforço da Prefeitura de Porto Alegre da retomada dos espaços públicos para a população. Dentro dessa nova visão, a guarda tem um papel fundamental dentro dessa nova visão, tanto no comércio irregular quanto no apoio à segurança pública na nossa área de atuação", disse ele. Sessenta agentes participaram da ação. "Todos os guardas estão orientados a chegar, orientar e, caso haja irregularidade, a primeira coisa a ser feita é a orientação.
" Nascimento explica que quando uma pessoa é abordada ela recebe a explicação da ação e é orientada a procurar os órgãos competentes na prefeitura, além de não voltar a cometar a ação ilícita. "Nós só agimos se a pessoa se negar a sair do local. Caso contrário, nosso trabalho é preventivo", afirmou. Segundo ele, o Centro é considerado um local emblemático, já que a maioria dos comércios estão concentrados. "É onde há maior movimentação de pessoas e também onde dá mais lucro, mas vemos essa movimentação também na Azenha, na Assis Brasil e na zona Sul", destacou. Nascimento acrescentou que a Guarda Municipal atuou com foco na área central nesta quinta-feira.
"Iremos atuar em outras áreas também, sempre maximizando os esforços e potencializando o efetivo, que é pequeno e não podemos esquecer também dos postos de saúde e escolas." No fim da manhã um automóvel Honda Fit foi apreendido na avenida Borges de Medeiros, com mais de 12 mil reais em multa. Acompanhando a ofensiva, estava a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE). O agente de fiscalização Gilberto Fagundes Paula afirmou que ações do tipo são constantes.
O agente de fiscalização Gilberto Fagundes Paula afirmou que ações do tipo são constantes. "Nós abordamos, perguntamos se o trabalhador tem ou não licença e orienta. Caso não tenha, é solicitada sua saída do espaço e posterior regularização. Nenhum produto é recolhido nesse primeiro momento", explicou. Participaram da ofensiva a Guarda Municipal, secretarias da prefeitura, com apoio da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Transexual é encontrada morta em São Borja

O corpo de Thalia foi localizado na manhã desta quinta-feira no Bairro do Passo
Thalia era ativista na região  | Foto: Arquivo Pessoal
Thalia era ativista na região | Foto: Arquivo Pessoal

  • Fred Marcovici
O assassinato da transexual de nome social Thalia Costa chocou e revoltou a população da Fronteira Oeste do Estado. O corpo de Thalia (registrada como Genilson Costa Barbosa, de 32 anos) foi encontrado por volta das 7h30min desta quinta-feira por moradores no Bairro do Passo, próximo a caixa d’água da Corsan, periferia do município de São Borja.
Vendedora de loterias e estudante, Thalia era conhecida na região pela militância que desenvolvia junto aos movimentos LGBTs da fronteira. Segundo a equipe da Delegacia Polícia de Pronto Atendimento, a perícia de Santo Ângelo está a caminho de São Borja para averiguar as causas da morte. Os primeiros indícios apontaram ferimentos por pauladas. Um suspeito de 22 anos está preso. Ele foi identificado com o axílio de imagens de câmeras de videomonitoramento instaladas na área onde o crime aconteceu.

Polícia Civil esclarece caso da jovem que teve execução gravada

Sete dos acusados foram indiciados por homicídio triplamente qualificado e um outro está foragido
Delegadas Tatiana Bastos e Clarissa Demartini anunciaram a identificação e prisão de oito envolvidos | Foto: Alvaro Grohmann / Especial / CP
Delegadas Tatiana Bastos e Clarissa Demartini anunciaram a identificação e prisão de oito envolvidos | Foto: Alvaro Grohmann / Especial / CP

  • Correio do Povo
O caso da execução da jovem Paola Avaly Corrêa, 18 anos, cujas imagens entrando em uma cova e em seguida sendo baleada circularam nas redes sociais, foi esclarecido, afirma a Polícia Civil. Nesta manhã, as delegadas Tatiana Bastos e Clarissa Demartini, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher da Capital, anunciaram a identificação e prisão de oito envolvidos, todos integrantes de uma facção criminosa atuante no narcotráfico. O assassinato teve como mandante dois apenados da Cadeia Pública de Porto Alegre (antigo Presídio Central), ambos gerentes de pontos de venda de drogas na cidade. Um dos detentos era o ex-companheiro da vítima com quem havia rompido dias antes o relacionamento iniciado em dezembro do ano passado através da internet e concretizado nas visitas íntimas no estabelecimento penal.
A delegada Tatiana Bastos revelou que Paola Avaly Corrêa permaneceu no matagal cerca de nove horas em poder dos criminosos que recebiam orientações do ex-namorado dela via celular direto do presídio. “Ela foi amarrada nas mãos para trás e pelas pernas. Ela ficou o dia inteiro presenciando a cova que ficou pronta por volta das 14h horas. Ela possivelmente a partir da tarde já sabia o que ia acontecer, ficou muito calma todo o tempo, pediu perdão inúmeras vezes por telefone para o ex-companheiro”, relatou com base nos depoimentos de quem confessou com detalhes os momentos finais da jovem.
Sete dos acusados, incluindo uma mulher que fez a filmagem da execução com celular, foram indiciados por homicídio triplamente qualificado com os agravantes de feminicídio, motivo torpe e meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. Um adolescente está entre eles. Já o oitavo participante, então em situação de foragido, foi incluído por favorecimento a um dos implicados no caso. A última prisão foi do indivíduo que cavou a sepultura na terra, realizada nesta quinta-feira. O inquérito tem quase 200 páginas, recheado de provas coletadas e confissões de três dos indiciados.
“A execução foi de maneira fria”, enfatizou. Segundos antes de ser baleada duas vezes no rosto com um revólver calibre 38, a vítima pediu desculpa como já havia feito diversas vezes ao ex-companheiro que acreditava ter sido traído após postagens da jovem debochando-o e chamando-o de corno. A arma usada no crime já está apreendida e encontra-se sob perícia. Dois celulares, que pertenciam aos detentos, também foram recolhidos.
Mesmo ameaçada e sabendo que sofreria represália após as postagens que revoltaram o ex, Paola Avaly Corrêa concordou em embarcar em um veículo, possivelmente um Ford Fiesta, no dia 13 de maio, sendo então levada para uma residência e depois para o matagal. A família dela registrou então o desaparecimento. O corpo seria encontrado somente no dia 17. O caso ficou com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher ao ser verificado que se tratava de crime relacionado à violência de gênero, enquadrando-se como feminicídio. A divulgação das imagens da execução nas redes sociais teve como objetivo “mostrar aos mandantes que o crime havia sido consumado, que ela havia realmente sido executada da maneira que ele ordenou, e também foi uma forma de demonstrar o poder desta organização criminosa e o que acontece com as mulheres que acabam de alguma maneira descumprindo as regras”.

Índia celebra Dia Internacional da Ioga

Prática foi declarada patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco em 2016
Prática foi declarada patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco em 2016 | Foto: Ranu Abhelakh / AFP / CP
Prática foi declarada patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco em 2016 | Foto: Ranu Abhelakh / AFP / CP

  • AFP
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, celebrou nesta quinta-feira o Dia Internacional da Ioga, praticando com outras 50 mil pessoas na cidade de Dehradun (norte). Desde sua chegada ao poder, em 2014, Narendra Modi tem feito da ioga um instrumento de diplomacia e promoção da Índia no planeta. Por sua iniciativa, a ONU declarou 21 de junho Dia Internacional da Ioga em 2015. "Em um mundo que sofre por causa do estresse mental, a ioga traz calma. Em um mundo agitado, a ioga ajuda a se concentrar", tuitou Modi.
O primeiro-ministro completou que a ioga é o meio para realizar uma vida tranquila, criativa e feliz. Pode mostrar a maneira de superar as tensões e a ansiedade". A prática coletiva em Dehradun ocorreu em um denso bosque, do qual as autoridades locais se encarregaram de afastar as serpentes e os macacos para não atrapalhar o evento. "Queremos evitar qualquer inconveniente aos participantes. Até agora capturamos e soltamos duas serpentes" em outro local, disse o guarda florestal Rajeev Dhiman ao jornal Hindustan Times.
A Índia, país de 1,25 bilhão de habitantes, tem um ministério dedicado à ioga e à medicina tradicional como a Ayurveda. Os críticos de Modri, no entanto, afirmam que ele tem uma interpretação apenas hindu da cultura indiana, em detrimento das várias minorias religiosas que compõem o mosaico da população indiana Nesta quinta-feira estavam previstas mais de 5 mil sessões coletivas de ioga na Índia. Em Nova Délhi, 10 mil pessoas se inscreveram para práticas coletiva em espaços como Connaught Place ou Lodhi Garden. "Nós não temos os meios para construir muitos hospitais ou clínicas. Se praticarmos ioga diariamente isto será muito bom para a saúde de todo o país", declarou à AFP Chahat Loomba, professor de ioga.
Em Mysore, sul do país, um dos eventos reuniu 60 mil pessoas, de acordo com os organizadores. As Forças Armadas indianas também aderiram ao dia comemorativo e divulgaram imagens de seus soldados praticando ioga. Os praticantes de ioga também se reunirão em todo o mundo, de Kilkenny (Irlanda) ao Bahrein, passando por Brisbane (Austrália) e a italiana Milão. Desde segunda-feira, a fachada norte da sede da Organização das Nações Unidas em Nova York projeta, sem pausas, imagens de posturas da ioga. A ioga é uma disciplina indiana tradicional, tanto espiritual como corporal, que é praticada em todo o mundo e que em 2016 foi declarada patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco.

Preço médio da gasolina definido pela Petrobras cai 10,7% em 30 dias

Novo valor entra em vigor nesta sexta-feira com preço médio do litro em R$ 1,8634

Novo valor entra em vigor nesta sexta-feira com preço médio do litro em R$ 1,8634 | Foto: Alina Souza

Novo valor entra em vigor nesta sexta-feira com preço médio do litro em R$ 1,8634 | Foto: Alina Souza


  • AE

A gasolina A sem tributo nas refinarias acumula queda de 10,7% em 30 dias, com o ajuste anunciado nesta quinta-feira pela Petrobras. Com o novo valor, que entra em vigor na sexta-feira, o preço médio do litro será de R$ 1,8634, com queda de 1,10% em relação à média atual de R$ 1,8841. Já o preço do diesel segue congelado em R$ 2,0316. Em 22 de maio, o litro da gasolina chegou a atingir R$ 2,0867, em meio à paralisação do caminhoneiros.

Entidades empresariais avaliam que Banco Central "evitou riscos" ao manter juros

CNI avaliou que decisão foi "acertada" em meio a cenário de incertezas

  • Agência Brasil
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano não surpreendeu entidades empresariais. Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) destacou que o BC optou por não “correr grandes riscos momentâneos, principalmente por se tratar de um ano eleitoral”.
A nota da entidade concorda que há “sinais amarelos” que podem justificar o fim do ciclo de quedas da taxa Selic, como o cenário internacional em que, apesar da liquidez elevada, se espera um aumento nas taxas de juros na Europa e nos Estados Unidos. A federação cita ainda a pressão no câmbio “que até agora não está bem esclarecida e não deixa o BC confortável no longo prazo”. Aponta ainda, como fator complicador, a paralisação dos caminhoneiros. Na avaliação da entidade, a mobilização gerou efeitos negativos como a redução da confiança do consumidor e alta momentânea dos alimentos, além de “incertezas nos ambientes social e político”. A Fecomercio destaca que sempre apoiou o processo de redução de juros e diz esperar que “no médio prazo, o país termine de fazer seu ajuste fiscal, permitindo não só a queda mais acentuada da taxa, como também impedindo que em 2019 o Brasil tenha que passar por outro ciclo de alta da Selic”.
Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão do BC foi acertada. Segundo a entidade, uma elevação dos juros não se justificaria diante de um cenário de fraca recuperação da economia, das incertezas em relação às eleições de outubro e das mudanças no cenário internacional.
"O aumento dos juros neste cenário seria precipitado e desnecessário", destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Robson Andrade ainda acrescentou que seria equivocado o Banco Central elevar os juros para conter a desvalorização do real frente ao dólar e que os instrumentos adequados, como a oferta de swap cambial, estão sendo utilizados para irrigar o mercado de câmbio e controlar as oscilações do dólar.
Para a CNI, mesmo com a greve dos caminhoneiros, a inflação no país segue bastante controlada.
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) também considerou adequada a decisão do BC. Para a entidade, a inflação abaixo da meta e a atividade econômica fraca justificam a manutenção dos juros básicos no piso histórico. Segundo o SPC, a elevada ociosidade da economia contribui para amenizar o repasse da alta do dólar para os preços.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que, apesar de o BC ter mantido a Selic em seu menor nível histórico, o “custo do crédito para o tomador final continua alto”. A nota da entidade assinada pelo presidente em exercício José Ricardo Roriz Coelho aponta que o Banco Central é peça-chave para a solução desta questão. “Ele deve incentivar a concorrência bancária com a rápida adoção do cadastro positivo, com incentivos às empresas que usam a internet para concessão de crédito – as chamadas fintechs – e com a atração de novos bancos para operar no país”, defendeu.